Depois de oito reforços e os iminentes acertos com os meias Giuliano e Carlos Eduardo, o Grêmio coloca um freio na voracidade com que vai às compras. A dificuldade em garimpar zagueiros no mercado fará o clube apostar nas peças disponíveis em casa para o setor. A temporada, que se inicia nesta quarta com a reapresentação no Olímpico, contará com os conhecidos nomes de Saimon e Vilson, além do experiente Sorondo, chegando do rival Inter, e das jovens contratações de Pablo e Douglas Grolli. Dependendo da resposta do quinteto, a direção irá vasculhar alternativas mais adiante.
O diretor executivo Paulo Pelaipe revela que tentou nomes importantes do exterior. Admite que sondou Naldo, mas o descartou pelo alto valor para o zagueiro se desprender do Werder Bremen – cerca de seis milhões de euros. Também citou Alex, do Chelsea, justificando ser impossível tirar da Inglaterra um jogador que ganha cifras beirando os R$ 600 mil por mês.
- São valores fora do futebol brasileiro – conta, à Rádio Gaúcha.
Segundo Pelaipe, foi exatamente pela dificuldade imposta pelo mercado que o Grêmio encontrou em Sorondo um negócio de ocasião praticamente imperdível: um zagueiro experiente, com vivência internacional, alto, boa bola aérea e, talvez o mais importante, sem custos para o clube. O contrato, como já é sabido, tem cláusulas especiais dado o histórico de lesões do jogador. Atualmente, ele se recupera de duas cirurgias, uma no joelho e outra na clavícula.
- O Sorondo foi uma aposta até porque o mercado de zagueiros é muito difícil – avalia. – Mas ele foi examinado e a sua situação é muito boa.
O dirigente aponta Saimon como uma de suas fichas mais conviáveis no setor. Segundo o dirigente, o jovem zagueiro, que recebeu importantes oportunidades na última temporada, precisa apenas de uma sequência mais sólida para deslanchar no Grêmio.
- Vamos apostar no Saimon. Temos também o Vilson, os dois meninos (Pablo e Douglas Grolli) e o Sorondo – elenca.
Defesa vazou e metade já saiu
A defesa foi o grande tormento de treinador e torcedores em 2011. Terminou o ano com 98 gols sofridos em 71 jogos. Só no Brasileirão foram 57 gols, a quarta pior do campeonato, perdendo até para o Atlético-PR, um dos clubes rebaixados à Série B.
Tantos problemas podem ser explicados pelas escalações. Pelo menos sete jogadores formaram diversas duplas de zaga distintas. A temporada chegou ao fim sem uma formação consagrada no setor. Destes, Rodolfo, Rafael Marques e Edcarlos já não fazem mais parte dos planos gremistas.
O quinteto para Caio Júnior:
Douglas Grolli
22 anos, 1m90cm
Veio do Chapecoense como aposta. Seus 70% dos direitos custaram R$ 700 mil, com a ajuda de investidor. Foi destaque na Série C do Campeonato Brasileiro.
Pablo
20 anos, 1m90cm
Chegou sem custos ao Olímpico. Estava no Ceará e também é uma aposta da direção. Pablo subiu em 2010 aos profissionais do clube nordestino, mas acabou pouco aproveitado em 2011, devido à forte concorrência no setor.
Saimon
20 anos, 1m83cm
Muito elogiado por Pelaipe, fez bons jogos em 2011, como o Gre-Nal do primeiro turno do Brasileirão, em que parou Leandro Damião. Deve começar a temporada como titular. Da lista, é a única cria do clube.
Sorondo
32 anos, 1m90cm
Grande surpresa entre os reforços, estava no Inter se recuperando de duas cirurgias, uma no joelho e outra no ombro. Assinou um contrato de risco e conta com a confiança de Pelaipe. Quando estiver em plenas condições, deve atuar ao lado de Saimon.
Vilson
23 anos, 1m89cm
Deu boa resposta com Renato Gaúcho. Polivalente, também pode atuar como volante. Sofreu com lesões em 2011, mas foi o único dos experientes que restou na defesa do Grêmio. Rodolfo, Rafael Marques e Edcarlos já são passado no Olímpico.



















