O Grêmio começou o ano com Renato, tentou Julinho Camargo e teve de recorrer ao velho Celso Roth. Testou jogadores como Gilson, Bérgson e Vinícius Pacheco. Pouca coisa deu certo. A equipe gaúcha termina o ano sem nenhum título e longe da disputa por uma vaga na Libertadores. De positivo para a torcida, apenas algumas afirmações de jovens jogadores e o acerto de contas com Ronaldinho, numa virada histórica.
As mudanças foram a marca do Grêmio em 2011. Todos os setores passaram por reformulações. O time talvez tenha sido o principal alvo dessa descaracterização contínua. Da equipe que estreou no Gauchão, no dia 15 de janeiro, empate em 2 a 2 contra o Lajeadense, apenas Rafael Marques e Douglas seguem na equipe titular.
Paulão ainda liderava a zaga antes de ser negociado com o futebol chinês, Gilson era o dono da lateral-esquerda, Jonas e Júnior Viçosa formaram a dupla de ataque. Nenhum deles está mais no clube. Já na primeira partida pela Libertadores, diante do Liverpool, Victor, Lúcio e André Lima retornaram ao time nos lugares de Marcelo Grohe, Adilson e Jonas, respectivamente.
A saída de Renato
A eliminação precoce na Libertadores para o Universidad Católica foi o primeiro capítulo de uma crise que culminaria em mais mudanças. A derrota para o rival Inter dentro de casa na final do Gauchão deixou o clima no Olímpico ainda mais pesado.
Séries de lesões e a queda de produção da equipe foram tão fortes que nem mesmo o maior ídolo da história do clube resistiu. Após o empate contra o Avaí dentro de casa, Renato anunciou a saída do Olímpico.
Aposta em Julinho
No lugar do ídolo, a direção apostou em Julinho Camargo. Não deu certo. Desta vez, quem caiu foi a direção. No último dia do mês de julho, o presidente Paulo Odone confirmou a demissão de Antonio Vicente Martins do cargo de vice de futebol. Com ele saíram Cícero Souza, gerente de futebol, Cesár Cidade Dias, assessor de futebol, e José Simões, diretor.
Pelaipe e Roth retonam ao Olímpico
Veio Paulo Pelaipe, com ele o técnico Celso Roth e as alternâncias estancaram. Um boa arrancada salvou o time da degola, mas não foi capaz de alçar o Grêmio a voos mais altos no Brasileirão. Final da história, um ano sem títulos e vaga na Libertadores.
De positivo no ano gremista, a afirmação de alguns jogadores. Mário Fernandes deixou de lado a preferência pela zaga e se firmou na lateral. Foi até chamado para a Seleção, mas disse não à Mano em uma das decisões mais polêmicas de 2011 no mundo do futebol. O garoto Fernando ganhou de vez a vaga de Gilberto Silva e Leandro surgiu como uma esperança no ataque. Das categorias de base, surgem Mamute e Biteco, nomes que movem o torcedor sonham com um futuro bem diferente do ano que termina.



















